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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Professores estão mais propensos a desenvolver varizes

Postura profissional é o principal fator que prejudica o sistema circulatório.

É cada vez mais comum o surgimento de varizes em decorrência de stress, má alimentação e sedentarismo. Os outros fatores que propiciam o desenvolvimento desta doença são hereditariedade, idade (é mais comum após os 40 anos), sexo (é mais comum em mulheres), gravidez, fumo, alterações hormonais, uso de estrógenos (pílulas anticoncepcionais e hormônios de reposição), exercícios físicos com cargas em excesso e profissões em que as pessoas ficam muito tempo em uma mesma posição.

Dentre os profissionais, os professores são um dos que estão mais propensos ao aparecimento de varizes. Isso acontece pois permanecer muito tempo na mesma posição prejudica o fluxo sangüíneo. As veias das pernas levam o sangue no sentido dos pés para o coração, ou seja, de baixo para cima. Esse sentido da circulação é o oposto da força da gravidade, o que dificulta o retorno do sangue.

Além disso, para que o fluxo venoso vença a força da gravidade e prossiga em sua trajetória normal, é necessária a contração muscular, além de uma respiração correta, que consiste na pressão abdominal negativa, isto é, uma expiração total.

O pé também é um fator preponderante na circulação. "Na planta do pé há um tecido semelhante a uma esponja, que é comprimido ao caminharmos. Neste processo acontece um movimento de flexão e extensão que auxilia a volta do sangue ao coração", esclarece Dr. José João Lopes, angiologista e cirurgião vascular.

Há várias recomendações para prevenir o desenvolvimento de problemas circulatórios para os professores. Porém, o mais indicado é procurar um especialista e diagnosticar qual é o melhor tratamento.

"É possível reduzir a possibilidade de desenvolver varizes tendo uma vida saudável. Em todas as idades, é imprescindível praticar exercícios físicos e manter uma dieta balanceada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e procurar um especialista logo que notar os primeiros sintomas", finaliza o angiologista.

Fonte: Revista Ao Mestre Com Carinho

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prática de atividades físicas deve começar ainda na infância

Atividades físicas devem ser um hábito criado desde a infância. Muito tem se falado sobre as dificuldades em se adquirir o hábito de praticar exercícios físicos, pois as pessoas começam já adultas - isso porque muitas vezes, pais e professores entendem ser errado crianças e jovens, na pré-puberdade, iniciarem atividades físicas regulares, sobretudo em relação às atividades oferecidas por academias, no processo de fortalecimento da musculatura e resistência.

No entanto, hoje profissionais da área já discordam desse conceito e confirmam que as atividades devem ser muito mais que aquelas sugeridas pelas aulas de educação física nas escolas, que são os jogos e atividades em grupo com o único objetivo de socializar e criar o espírito competitivo e valores éticos - também muito importante para o processo de crescimento humano.

"O mito que se criou sobre crianças não poderem praticar atividades físicas nas academias já está sendo derrubado. Na realidade, treinar desde jovem, se bem orientado em relação aos tipos de exercícios que se realizará na academia, só poderá trazer benefícios, pois o exercício com pesos estimula a liberação de hormônios importantíssimos para o desenvolvimento, como o hormônio do crescimento e os hormônios sexuais", afirma Daniel Kazu, personal trainer, especialista em fisiologia pela Escola Paulista de Medicina.

Mas tudo isso deve ser feito de maneira programada e muito bem orientada, justamente em razão do processo de crescimento da criança. "O que deve ser evitado é exercícios com sobrecarga na coluna, como agachamento com barra, e não utilizar cargas máximas em repetições muito baixas", ensina Kazu.

Muitas academias não permitem a entrada de crianças apenas em razão de possíveis acidentes. O maior problema apontado seria a maturidade da criança ou jovem, pois eles tendem a se machucar com maior frequência. "Por isso é mais natural a presença de meninas nas academias, já que elas amadurecem mais rapidamente: as meninas iniciam em torno dos 13 anos e os meninos somente a partir dos 15 anos. Desta forma, se for fazer musculação quando criança ou muito jovem, na pré-adolescência, recomenda-se um acompanhamento especial", avalia o personal trainer.

Fonte: Revista Ao Mestre com Carinho

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cinco Passos Para Curar Lesões - Parte 2

1 - Bendita gelada
A aplicação de gelo é uma das etapas mais importantes no tratamento das lesões. Quando um tecido é machucado, ocorre derramamento de sangue e linfa, os responsáveis pelo inchaço e pela inflamação. O gelo tem dupla ação: é um poderoso anti-inflamatório e analgésico. Ao diminuir a temperatura durante a fase aguda da lesão, os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo a quantidade de sangue no local. Isso também não deixa o inchaço piorar. Outro benefício dessa fria é minorar a dor. Em bom português, o gelo torna mais lenta a condução do impulso nervoso, o repórter encarregado de levar a notícia dolorosa ao cérebro. É por essa razão que aplicações gélidas promovem aquela sensação de conforto. Na hora de se valer dessa estratégia friorenta, use bolsas térmicas ou toalhas para evitar o contato direto do gelo com a pele, que pode sair dessa literalmente queimada. A aplicação deve ser feita logo após o choque e se estender pelas 48 horas seguintes. “Sempre respeitando o tempo máximo de 20 minutos, a cada quatro horas”, diz o fisioterapeuta Marco Túlio Saldanha dos Anjos, presidente do Conselho Nacional de Fisioterapia do Esporte.

2 - Compressão de resultado
Essa etapa do programa pode ser levada a cabo em paralelo às outras quatro. Assim como o gelo, a compressão ajuda a contrair os vasos sanguíneos, contribuindo para reduzir o inchaço e cicatrizar o tecido lesado. Faixa elástica é de praxe durante esse procedimento. Ela deve ser disposta a partir da periferia da área dolorida em direção ao centro. Assim, se você torceu o tornozelo, por exemplo, o curativo deve começar na região da planta do pé e seguir em direção à canela, passando pelo epicentro da dor. “O esportista só precisa ficar atento para não apertar demais a atadura, porque isso pode prejudicar a circulação local”, alerta Nardelli.

3 - Repousar é preciso
  A ideia de ficar totalmente imóvel devido a uma torção, uma pancada ou um desconforto muscular hoje é praticamente inaceitável, salvo raras exceções. O que agora se prega é que o repouso deve ser feito de acordo com a necessidade do indivíduo. “Os movimentos sempre devem respeitar os sinais do corpo”, diz Júlio César Nardelli, ortopedista do Hospital das Clínicas paulistano. Se a lesão incomodar ou doer, o certo é que a pessoa suspenda a atividade. Durante essa pausa, a região lesionada não pode ser sobrecarregada. “O descanso e o afastamento das atividades de impacto são importantes inclusive para curar as microlesões que acontecem durante qualquer exercício físico”, completa Nardelli.

4 - Muita proteção
Eis uma medida que deve acompanhar todo o tratamento e está diretamente ligada ao repouso. Nesse momento, valem aqueles cuidados básicos diante de qualquer machucado. “Você deve evitar colocar peso na área problemática. E, em alguns casos, precisa recorrer a muletas, tipoia e imobilizadores”, diz o educador físico Cassiano Merussi Neiva, da Universidade Estadual Paulista, em Bauru, no interior paulista. “A proteção também pode ser feita a fim de evitar novas lesões.” Esse conselho é endereçado sobretudo a quem começa a praticar uma atividade física ou não treina com frequência. Nesse time, a musculatura, uma espécie de para-choque contra topadas e afins, não está totalmente desenvolvida. Daí, as regiões mais propensas a lesões ficam vulneráveis. No caso do futebol, por exemplo, o correto seria apelar para faixas e caneleiras para proteger o tornozelo e a canela.

5 - Elevação
A gravidade ajuda a drenar os líquidos que se acumulam durante todo o processo pós-pancada, o que contribui para a diminuição do inchaço, da inflamação e da dor. É importante que se eleve a parte do corpo lesionada acima do coração para facilitar a circulação do sangue naquele ponto. “Se a perna estiver machucada, por exemplo, deite-se e coloque os pés sobre um apoio”, ensina o ortopedista Moisés Cohen, diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cinco passos para curar lesões - Parte 1

Quem se exercita regularmente às vezes tem de lidar com contusões, entorses e suas repercussões aflitivas. Saiba como tratar esse tipo de chateação

Tropeçou, bateu, machucou. As lesões esportivas não são exclusividade de atletas profissionais. Qualquer indivíduo que mexa o corpo com certa regularidade está mais sujeito a torções ou estiramentos musculares. Basta forçar o corpo além da conta ou executar alguns movimentos errados durante o treino. Quando esse tipo de acidente ocorre, os cuidados iniciais são imprescindíveis para evitar que um probleminha evolua para um problemão, comprometendo inclusive a própria prática esportiva.

Foi pensando nisso que especialistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, elaboraram uma recomendação com cinco passos básicos para tratar esse tipo de lesão na chamada fase aguda, ou seja, nas primeiras 48 horas. O protocolo foi batizado de PRICE, sigla em inglês que, numa tradução livre, resume as estratégias para dar fim às dores: proteger a área, esfriar, comprimir, repousar e elevar o membro dolorido. O melhor é que elas podem ser facilmente realizadas em casa. A gente mostra como nas páginas desta reportagem. No entanto, se mesmo com o tratamento imediato o incômodo persistir, o mais recomendável é que você busque o auxílio de um médico ou fisioterapeuta capaz de avaliar o grau da lesão.

O tipo e a intensidade das lesões vão depender do preparo do indivíduo e também da modalidade de exercício físico que ele pratica. A contusão é a mais simples das encrencas. Por ela ser decorrente de choques, os praticantes de esportes de contato estão mais sujeitos a sofrê-la. Seus graus — leve, moderada ou grave — estão ligados à topada. Já as entorses acontecem quando o movimento em uma articulação excede os limites do corpo. Em casos mais graves pode ocorrer o deslocamento articular, o que ocasiona rompimento dos ligamentos ou tendões. Joelhos e tornozelos são os alvos prediletos.

A distensão muscular, também chamada de estiramento, geralmente é causada por um esforço físico muito grande que leva à ruptura de fibras musculares. Ela é bastante comum em jogadores de futebol, vôlei e em corredores. A tendinite, por outro lado, é uma resposta inflamatória a um pequeno trauma em um tendão. Esportistas que forçam os músculos pulando ou chutando costumam apresentá-la com frequência. Por fim, existem as populares cãibras, que não são necessariamente lesões. Na verdade, trata-se de uma espécie de sinalizador de que algo vai mal. A cãibra surge devido ao acúmulo de ácido lático, substância produzida pela contração dos músculos. Acusa, a bem dizer, um quadro de fadiga muscular.

Toda essa novela dolorida pode ser prevenida sem que uma lágrima sequer seja derramada. Basta que você tenha um bom preparo físico e mantenha uma rotina semanal de treinos, intercalando musculação e atividades aeróbicas como corrida e caminhada. Dessa forma, os músculos, acostumados a cargas cada vez mais pesadas, conseguem eliminar o ácido lático rapidinho. “Se o exercício não é praticado com frequência, o corpo demora mais tempo para eliminar essa substância, o que aumenta a fadiga muscular e contribui para a ocorrência de lesões”, explica o ortopedista Júlio César Carvalho Nardelli, que é especialista em medicina do esporte no Hospital das Clínicas de São Paulo. Preparo, no entanto, é o que costuma faltar aos chamados atletas de fim de semana. “É por isso que eles geralmente correm mais risco de se lesionar”, sentencia Neiva.

Alongar e aquecer são verbos que necessitam ser conjugados por qualquer esportista que se preze. O estica e puxa, geralmente preconizado antes e depois da suadeira, prepara a musculatura para uma atividade intensa. “Ao estender os músculos, aumentam-se a flexibilidade e o trabalho muscular, o que fortalece as articulações”, explica o professor de educação física César Patt, de São Paulo. No fundo, no fundo, é preciso respeitar os limites do corpo e dar um tempo nos exercícios diante de qualquer contratempo doloroso.

Fonte: Revista Saúde por Clara Cirino e  foto Gustavo Arrais

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que se aprende com a Educação Física - Parte 2

Conheça melhor algumas competências que crianças e jovens podem desenvolver com a Educação Física:

1) Desenvolver habilidades cognitivas

Várias habilidades como raciocinar, planejar, exercitar a memória, compreender situações, linguagens e estratégias e resolver problemas precisam ser desenvolvidas. A melhor fase para trabalhar essas capacidades do aprendizado (cognitivas) é na infância. Embora as habilidades motoras sejam o aspecto aparente mais trabalhado, é possível estimular o raciocínio por meio das atividades. "A brincadeira também produz conhecimento, é onde a criança aprende com prazer sem saber que está aprendendo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC. Em brincadeiras de arremesso com bola, por exemplo, pode se exercitar a precisão de movimentos e a memorização.

2) Respeitar o corpo

Uma boa aula de Educação Física deve mostrar, antes de mais nada, a importância de se ter um corpo saudável, com habilidade para executar movimentos. Ela deve mostrar também como os exercícios físicos, praticados de forma correta, sem exageros, podem ajudar nesta empreitada. Na fase da adolescência essa conscientização deve ser ainda mais trabalhada. Deve ficar claro que a malhação não pode ter como única finalidade a estética. "O aluno do Ensino Médio não tem paciência para a Educação Física. Ele busca outras coisas como ficar sarado. Nem todo professor de academia está preparado pra orientar corretamente os exercícios. E às vezes chega a recomendar certos 'suplementos' perigosos", diz Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC.

3) Aumentar a autoestima

Do ponto de vista físico, o exercício libera hormônios que causam bem-estar. Do psicológico, aumenta a confiança e diminui a timidez. A professora Meico Fugita, doutora em aprendizagem motora, trabalhou durante 16 anos na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, uma escola na comunidade de Heliópolis e testemunhou alguns casos de superação pelo esporte. Um garoto que aos 15 anos ainda não sabia ler, com péssimo desempenho escolar, encontrou no atletismo um meio de recuperar sua autoestima. Como? "Quando ele se deu conta de que com esforço e trabalho diário poderia evoluir no esporte ganhou mais confiança no resto da vida", conta a professora. O esporte surgiu na vida do garoto como uma nova possibilidade, mas mesmo não se tornando um atleta, a nova perspectiva foi positiva. "Com esse aumento da autoestima ele ficou mais responsável na escola e mudou seu comportamento", contou Meico.

4) Trabalhar o equilíbrio emocional

Ganhar, perder, errar, jogar com a incerteza... são situações comuns na vida. A boa Educação Física deve desenvolver o controle psicológico dos alunos sob a adversidade. "A pessoa precisa aprender a lidar com o sucesso e o fracasso". A dica é da psicóloga esportiva Regina Brandão, especialista em preparar equipes vencedoras. Grande parte do sucesso da seleção brasileira campeã do mundo em 2002 se deve ao trabalho de Regina. A psicóloga ajudou o técnico Luís Filipe Scolari, o "Felipão", na preparação emocional dos atletas. O mesmo tipo de trabalho pode - e deve - ser feito nas aulas de Educação Física. Afinal de contas, não é só no esporte que precisamos ter controle. Mas como isso pode ser trabalhado nas aulas? "É preciso criar situações em que os alunos tenham de lidar com a frustração. Terminar um jogo assim que uma equipe faz um ponto a mais, e até montar times mais fortes que o outro, propositalmente", diz Verena Pedrinelli, Doutoranda em Educação Física e Diretora de Esportes da Special Olympics.

5) Reconhecer o outro e saber compartilhar

Uma das primeiras coisas que se aprende na escola é a lidar com a existência do outro - o colega, o professor, o funcionário. Aquele outro ser que não satisfaz os desejos prontamente. Esse reconhecimento não é fácil pois, nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental, as crianças ainda passam por um período conhecido como egocentrismo infantil. "Quando nascemos somos cercados de cuidados por nossos pais. Não é de se estranhar que as crianças pensem que são o centro do mundo", explica Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC.

"Nessa fase é importante mostrar para criança a importância de compartilhar as coisas", diz Alcir Ferrer, treinador de basquete do clube Paulistano, em São Paulo. Isso costuma ser feito por meio de atividades recreativas, seguidas de um bate-papo. Um exemplo, utilizado por Alcir, é o "pega-pega corrente". Na brincadeira, quem é capturado pelo pegador dá a mão para ele e passa a pegar os outros junto. Cada um que é pego aumenta a corrente. À medida que o cordão aumenta, a bagunça começa. Quanto maior a corrente, mais desordenada ela fica. "No fim do exercício, eu mostro para eles que a corrente não deu certo porque cada um queria ir para um lado. Com esse exemplo prático fica mais fácil de entender a importância do trabalho coletivo", diz o Professor de Educação Física.

6) Trabalhar em grupo

O ser humano é o animal que mais depende de seu semelhante pra sobreviver. Justamente por isso, precisa estar apto a trabalhar em equipe. Tanto no futebol quanto na vida é preciso aprender a dividir as tarefas e as responsabilidades. Quanto maior a comunicação do grupo, melhor o resultado. Na EMEF Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, o trabalho da professora Meico Fugita conseguiu aproximar meninos e meninas em torno do futebol. Normalmente, garotos torcem o nariz quando são forçados a jogar bola com meninas. Na escola, foi diferente. "As meninas estão começando a gostar de futebol, mas têm medo de certos lances como cabecear e matar no peito. Propus aos garotos que ensinassem as meninas a jogar. O resultado foi muito bom", diz Meico Fugita.

7) Desenvolver a autonomia

Tomar decisões, se impor, fazer escolhas, ou seja, saber se virar é indispensável na vida de qualquer pessoa. Por meio da Educação Física é possível envolver os alunos em várias situações que desenvolvem essa competência. "Num jogo de basquete, ou de qualquer outro esporte, o jogador precisa raciocinar rápido para pensar a melhor jogada a ser feita", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e técnico de basquete do Paulistano, clube de São Paulo.

A autonomia promovida pela Educação Física também pode servir para melhorar o convívio social de deficientes intelectuais. Verena Pedrinelli é mestre em Educação Física e atuou como Diretora de Esportes da Special Olympics, uma instituição esportiva de apoio a deficientes intelectuais. Seu trabalho é voltado para desenvolver autonomia nessas pessoas com inteligência abaixo da média, que têm dificuldades comunicativas, de cuidados pessoais e outras aptidões sociais. Por meio de atividades desafiadoras, que passam do simples ao complexo, Verena estimula seus alunos a agirem por conta própria e serem mais pró-ativos. "Deficientes intelectuais precisam ter opção de escolha e de tomada de decisão, assim como qualquer pessoa". diz Verena.

8) Estimular a criatividade
 
"O que move o mundo é a criatividade. Se não formos criativos não evoluímos", defende Cynthia Tibeau, mestre em Educação Física pela USP e Doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC, especialista em criatividade. Cynthia defende que quanto mais desafiado for o jovem, melhor preparado ele será. "A criança que elabora diferentes formas de fazer uma tarefa tem mais repertório pra enfrentar situações adversas". Para a professora, é muito importante trabalhar movimentos criativos na Educação Física desde o ensino infantil. "Nos primeiros anos do ensino fundamental é necessário trabalhar a diversidade do movimento. Quanto mais você estimular a criança mais ela vai te surpreender", explica. É importante destacar que estimular a criatividade corporal, embora trabalhe em certo grau o raciocínio, não desenvolve todas as áreas da criatividade. "Uma pessoa criativa com o corpo não necessariamente é uma escritora criativa. A criatividade deve ser estimulada em todas as áreas", diz Cynthia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O que se aprende com a Educação Física - Parte 1

Educação Física não é só recreação e jogo de bola. Conheça as lições que é possível tirar da disciplina

Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais

Pelé, Romário, Ronaldo, Zico, Hortência, Oscar, César Cielo, Bernardinho, Marta, Guga... Quem não sonha em ser um atleta peso-pesado? Ou em ter um campeão desses na família? Mas não é apenas de medalhas de ouro e prata que o esporte é feito. Pesquisas mostram que apenas 0,26% da população tem aptidão para se tornar esportista de renome. Mas nem por isso a Educação Física deve ficar de escanteio. As aulas aplicadas na vida escolar das crianças e jovens brasileiros podem não fazer ídolos esportivos, mas desenvolvem muitas habilidades importantes.

Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!

Na Escola da Vila, em São Paulo, por exemplo, faz parte do plano pedagógico de Educação Física transmitir por meio das atividades valores éticos. "Nosso trabalho é voltado para práticas que, além de melhorar funções metabólicas, e de conscientizar os alunos da importância do cuidado com o corpo, procuram desenvolver um senso de coletividade buscando uma convivência solidária e positiva", diz Washington Nunes, Coordenador de Esportes.

Essa concepção do ensino de Educação Física parte de um conceito que entende o ser humano como um animal estruturado por corpo, razão e emoção. Em consonância com essa filosofia, a UNESCO – organização de cultura, Educação e ciência das Nações Unidas – estabeleceu quatro pilares que devem fundamentar a Educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. "Uma boa Educação deve ensinar o aluno a aprender, a agir e a se relacionar. Precisa englobar esses 4 pilares da UNESCO. E isso vale para qualquer disciplina, inclusive a Educação Física", diz Alcir Ferrer, professor de Educação Física e treinador de basquete juvenil do Club Athletico Paulistano, de São Paulo.

Fonte: Educar Para Crescer - Camilo Rodrigues

domingo, 16 de maio de 2010

Aulas de Circo na Escola

De forma lúdica e divertida, De forma lúdica e divertida, as aulas circenses contribuem para o desenvolvimento dos músculos e do cérebro e ajudam até mesmo a melhorar as notas da criançada.

Ainda na barriga da mãe, elas já dão piruetas. Logo que nascem, são colocadas de cabeça para baixo. E, ao ensaiar os primeiros passos, tropeços e quedas não impedem que se levantem e tentem outra vez. Crianças são, por natureza, aventureiras. Precisam de espaço. Querem correr, tocar, falar, pular. Afinal, através das lentes da ingenuidade e do encantamento, a vida é diversão pura.

O resgate das aulas de circo, nos últimos anos, vem ao encontro dessa busca pueril pelo novo, pelas descobertas. Ironicamente, elas foram recuperadas por adultos, que encontraram na prática circense uma maneira descontraída e menos repetitiva de manter a forma e fortalecer os músculos. Agora, é a vez das escolas se darem conta de que a mistura entre magia e exercícios contribui para o desenvolvimento físico e mental dos pequenos. Está certo que outros esportes proporcionam os mesmos benefícios. Mas, você há de concordar, talvez não com a mesma graça.

BRINCAR É COISA SÉRIA “Em idade pré-escolar, o ideal é uma atividade lúdica e sem competitividade”, recomenda o ortopedista pediátrico Edilson Forlin, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. No circo é assim: todo mundo brinca junto e não há vencedores. “Não se trata de um esporte de rendimento. O mais importante é o processo, e não o resultado”, avalia Gilberto Caetano, coordenador das aulas de circo no programa Clube Escola, da Prefeitura de São Paulo.


Andar de monociclo, fazer malabarismo, equilibrar-se no trapézio e até uma simples cambalhota despertam a criatividade, ativam o cérebro, aumentam a consciência corporal e desenvolvem o reflexo, a coordenação, a lateralidade e o ritmo. “Além disso, como existe o desafio da superação, o circo melhora a autoestima e a confiança em si e nos outros”, diz Caetano. Sob a tenda colorida existe ainda um forte aspecto social. Cada um faz a sua parte. Alguns sustentam e seguram, outros voam e se equilibram, e todos esperam a sua vez.

A paulista Lara Herrera Teixeira tem 4 anos e faz circo desde o começo de 2009. “Queríamos que os dias em que ela sai da escolinha mais tarde fossem agradáveis”, conta a mãe, a obstetra Sílvia Herrera. “E hoje ela ama ficar lá.” Prova disso são as gargalhadas da menina ao contar o que faz. “A gente sobe em um castelo, se pendura e depois se joga num colchão bem molinho”, diz. “É muito divertido”, afirma a garota, que não disfarça o orgulho por conseguir executar a cambalhota de costas.


Ela nem desconfia que, no trapézio ou no chão, está adquirindo noções de tempo, espaço e velocidade — conceitos que, mais tarde, serão valiosos para as aulas de física. Segundo a pedagoga Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é possível ainda abordar conteúdos de outras disciplinas. “Em uma conversa sobre o Cirque du Soleil, dá para falar sobre história e geografia”, exemplifica.


No entanto, mais que preparar as crianças para enfrentar determinadas matérias no futuro, as aulas circenses melhoram o desempenho escolar no presente. Quando o paulista Gustavo da Silva Soares Cardoso, de 13 anos, parou de frequentar o circo, sua mãe logo pediu que ele voltasse. É que o ânimo do garoto sentiu falta dos exercícios sob a tenda. “Se não vou às aulas de circo, acordo quase na hora de ir para o colégio, chego lá cansado e não presto atenção”, conta. A prática o deixa mais disposto, e o bem-estar se converte em notas melhores no boletim.

A magia do circo contribui para algo que passa longe do pensamento das crianças: manter a forma. As aulas estimulam o chamado acervo muscular. Em outras palavras, quanto mais diversificado é o histórico de exercícios de uma pessoa, mais fácil será retornar à boa forma lá na frente. Essa, digamos, memória esportiva facilita inclusive a prática de outras atividades — seja na quadra, seja em uma pista de dança. No circo, todos os grupos musculares são trabalhados, muitas vezes, ao mesmo tempo. O malabarismo, por exemplo, exige que os joelhos estejam flexionados, o abdômen fique contraído e os braços, em constante movimento.


“Há um fator psicológico envolvido na atividade física”, acrescenta o ortopedista pediátrico Edilson Forlin. “As crianças têm um metabolismo muito acelerado e precisam gastar energia para conquistar, também, equilíbrio mental”, explica. Tanto suor melhora a concentração, deixa a postura ereta e pode compensar, até certo ponto, aquela alimentação mais calórica do fim de semana.

QUEM NÃO DEVE PRATICAR

É importante ficar alerta às contraindicações. “Crianças com frouxidão dos ligamentos demoram para sentir dores, o que leva a alguns exageros”, avisa Aline Essu, educadora física e coordenadora da Academia Brasileira de Circo. Quem tem labirintite também precisa avaliar bem se vale a pena encarar as acrobacias.

Segundo os profissionais da área, o circo só não é muito recomendado para menores de 4 anos. O melhor, nesse caso, seria se envolver em atividades que exigem menos força e concentração. De qualquer maneira, a pequena Lara se diverte com os amigos e está cada vez mais à vontade. “Ela é menina, filha única, protegida demais. É bom que conviva com outras crianças”, acredita a mãe. Nesse picadeiro cheio de diversão e aprendizado, brincar não é apenas fruto da imaginação.

Fonte: Revista Saúde por Camila Carvas e foto Sílvia Zamboni 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Maus hábitos podem acrescentar 12 anos a mais na sua aparência

Uma pesquisa feita com 5000 ingleses por 20 anos chegou a conclusão que fumar, beber muito, inatividade e uma dieta ruim, podem acrescentar 12 anos a mais na sua aparência.

Um fato que eu achei muito grave, foi que 314 pessoas que participaram deste estudo e praticavam estes maus hábitos, 29% deles morreram durante a realização desta pesquisa.

É lógico que todos sabem que estes hábitos não são bons para a saúde, mas ver um número tão alto de pessoas morrerem por não cuidar da sua saúde é assustador, isso sem falar no alto custo que estas pessoas trazem a sociedade, mas isto é outro assunto.

Mas dentro deste quadro de maus hábitos, veja o que os pesquisadores consideraram como um comportamento de risco: 
  • Fumar.
  • Para os homens, beber mais do que 3 bebidas alcoólicas por dia, para as mulheres 2.
  • Fazer menos do que 2 horas de exercícios por semana.
  • Comer menos do que 3 porções de frutas e verduras (combinados) por dia.

Eu sei que as vezes as pessoas podem pensar que este último item é meio difícil de atingir, mas segundo Elisabeth Kvaavik, a pesquisadora chefe deste estudo, se você comer uma cenoura, uma maçã e tomar um copo de suco de laranja, você já atingiu a sua meta diária, vale destacar que no Brasil a porção recomendada é entre 7 a 10 porções diárias, segundo a pirâmide alimentar.

Eu já senti, e ainda sinto porém em uma intensidade muito menor, os problemas causados pelos meus maus hábitos. Dor nas costas, joelhos e pé inchado, foram os sinais que me fizeram acordar para a realidade. E eu não estou falando de uma dorzinha qualquer, eram dores tão fortes que certos dias me impediam de andar, descer escadas e até para levantar da cama eu tinha muitas dificuldades.

Para os incrédulos ou que acham que 29% é um número muito baixo de mortalidade, sabe quanto foi a taxa de mortalidade para os participantes que não praticavam nenhum destes maus hábitos? 9%, isso mesmo, 9%.

  
June Stevens que é um pesquisador da “University of North Carolina” disse que estes resultados vão de acordo com outras pesquisas feitas sobre hábitos saudáveis e longevidade.

  
Segundo Stevens, isto não quer dizer que, quem tem bons hábitos vai viver mais de quem não tem, mas aumenta as suas chances. Se tratando da minha vida, eu prefiro que estas chances estejam mais do lado de viver a mais, do que ao contrário.
Fonte: Yahoo Notícias

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Atividades Físicas nas Vidas de Idosos

Idosos

Benefícios da atividade física
  • Se a atividade física é feita sob o sol, há uma melhora da troca de cálcio nos ossos: combate e previne a osteoporose
  • Fortalece a musculatura e preserva as articulações, o que evita doenças degenerativas como a osteoartrose
  • Libera endorfina, fator que melhora a depressão e a memória
  • Melhora a capacidade respiratória
  • Melhora a reserva cardíaca, ou seja, com um esforço cardíaco menor o idoso consegue tolerar mais esforços 
Cuidados 
  • A esteira pode causar tontura em idosos, provocando quedas ao descer do aparelho
  • Ter consciência da idade: um cidadão de 75 anos não deve se exercitar no mesmo ritmo de um garoto de 20
  • Pessoas suscetíveis a fragilidades no tornozelo e joelho devem preferir atividades na água como hidroginástica e hidroterapia, que não oferecem impacto nas articulações
  • Manter o peso e fazer um acompanhamento médico periódico

Fontes: Roberto Guarniero (pediatra e presidente do departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, SPSP), José Carlos Vilela (geriatra do Hospital São CamiloTuríbio) e Turíbio Leite de Barros (coordenador do Centro de Estudos de Medicina da Atividade Físico da Unifesp, Cemafe, e fisiologista do São Paulo Futebol Clube)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atividades Físicas nas Vidas de Sedentários

Sedentários

Cuidados

  • Nunca encare uma dor durante o exercício como algo natural
  • É preciso sentir-se confortável durante o exercício
  • Estabeleça um limite para o exercício: considerando que 10 significa exaustão extrema e 0 ausência de esforço, o indivíduo teria que atingir a nota 7, ou 30% abaixo do máximo









  • Conseguir comunicar-se verbalmente com alguém durante a atividade é um bom indicador de que a carga não é exagerada: quando há exagero, a respiração fica ofegante e paramos de falar
  • Diminuir o ritmo se estiver forçando demais o corpo
  • Não tente recuperar o tempo perdido forçando a atividade física


Fontes: Roberto Guarniero (pediatra e presidente do departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, SPSP), José Carlos Vilela (geriatra do Hospital São CamiloTuríbio) e Turíbio Leite de Barros (coordenador do Centro de Estudos de Medicina da Atividade Físico da Unifesp, Cemafe, e fisiologista do São Paulo Futebol Clube)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Atividades Físicas nas Vidas de Crianças

Crianças


Benefícios da atividade física

  • Desenvolvimento intelectual e metabólico
  • Adquire força e agilidade
  • Desenvolve agilidade motora
  • Aprende a cair e a não se machucar
Cuidados

 
Até 6 anos
  • Precisam aprender movimentos fundamentais de qualquer esporte: correr, nadar e saltar
  • Atividades devem ocorrer no máximo entre 2 e 3 vezes por semana
a partir dos 7 anos
  • Podem ser matriculadas em esportes coletivos
  • Já possuem noção do que é uma competição esportiva
  • Sobrecarga nas atividades pode causar lesões
obesas

 
• É necessário um acompanhamento médico aliado a um bom programa alimentar

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